Os mosquitos podem provocar problemas graves no habitat humano.
Além dos efeitos directos das suas picadas, os mosquitos estão envolvidos na transmissão de diversas doenças ao homem e aos animais domésticos como, por exemplo, a malária, a febre amarela e a dirofilariose.
Apenas as fémeas dos mosquitos se alimentam de sangue e as suas picadas são de início dolorosas, seguindo-se normalmente uma reacção alérgica com tumefacção e prurido locais.
As fémeas dos mosquitos “picam” essencialmente durante a noite e nas zonas do corpo que mais frequentemente ficam descobertas, ou seja, na face, pescoço, braços e pés.
Durante o seu desenvolvimento os mosquitos sofrem uma metamorfose completa. Dependem da presença de água para a postura dos ovos e para o desenvolvimento das formas jovens. As larvas e as pupas vivem na água, as primeiras vão à superfície para respirar e obter alimento, assumindo posições características.
A duração do ciclo de vida pode ser tão curta como 9 dias durante os meses mais quentes. A preferência de hospedeiros varia com a espécie de mosquito.
Algumas alimentam-se nos bovinos, equinos e outros animais domésticos, enquanto outras preferem o homem. Poucas são as espécies que se alimentam apenas em animais de sangue frio ou que dependem apenas do néctar das plantas.
Os mosquitos dos géneros Culex, Aedes e Anopheles têm cerca de 5 a 10 mm de comprimento, asas estreitas cobertas por escamas e uma estrutura bucal adaptada para chupar e picar.
Os Culex spp vivem junto das habitações nas áreas urbanas e rurais, principalmente em águas turvas e sujas. Normalmente não picam o homem, preferem o sangue das aves. Transmitem a dirofilariose e diversos vírus.
Os Aedes spp têm uma especial incidência em áreas urbanas e transmitem o agente da febre amarela. Os adultos voam depois do por do sol e são especialmente activos durante a noite. A postura é feita em locais húmidos.
Os Anopheles spp transmitem o agente da malária. São especialmente activos ao anoitecer e ao amanhecer. Desenvolvem-se preferencialmente em ambientes aquáticos com água pouco suja e com vegetação abundante.
Controlo de mosquitos O primeiro passo no controlo dos mosquitos é a eliminação dos locais de reprodução. Devem assim ser eliminados ou protegidos os locais de água paradas e tapados quaisquer depósitos ou recipientes que possam ser utilizados para a postura de ovos. Devem também ser controlados os mosquitos adultos com origem nas regiões circundantes. Uma vez que os mosquitos adultos gostam de descansar na vegetação, a remoção de ervas indesejáveis junto dos edifícios é uma medida importante.
A protecção pessoal contra os mosquitos envolve a utilização de compostos repelentes nas zonas corporais expostas. O controlo em habitações em termos individuais torna-se difícil, já que normalmente o problema é da região e não de um edifício em particular. Em termos individuais a colocação de redes nas janelas, a utilização de repelentes e a manipulação da luz são as medidas mais importantes. A desinfestação do exterior é útil e é uma técnica eficaz de controlar os mosquitos adultos. Deve ser realizada durante as horas mais frias, ao amanhecer ou ao anoitecer, pois com temperaturas elevadas a dispersão é demasiado rápida. |